Constelação organizacional: cuidando da vida da empresa


Enquanto a Constelação Familiar trata dos indivíduos, a Constelação Organizacional é a metodologia que trata, quase que sob os mesmos aspectos, as organizações/empresas. Bert Hellinger, o psicoterapeuta e filósofo alemão que desenvolveu a Constelação Familiar também foi responsável pela criação desse metodologia e hoje eu vou te contar como ela se organiza. 

Se na constelação familiar temos o sistema familiar, na constelação organizacional temos apenas o sistema. Ele é composto por tudo que está inter-relacionado na empresa, os departamentos e divisões, as pessoas, os processos etc. Tudo que depende de colaboração para funcionar faz parte do sistema. 

Essa metodologia também têm princípios que norteiam a constelação e que, segundo, Hellinger, são essenciais porque é a partir deles que o relacionamento humano, seja dentro ou fora de empresa, acontece. Estamos falando de: hierarquia, pertencimento e igualdade/equilíbrio. Se você já teve contato com a constelação familiar vai notar algumas semelhanças, isso porque a questão central da constelação são as pessoas, então apesar de algumas mudanças serem feitas, o desenvolvimento humano ainda é o foco desse processo.  

O primeiro princípio é a hierarquia. Nele não devem ser considerados apenas os cargos e suas funções, mas o tempo de empresa, a contribuição e conhecimento de cada um. Assim, um funcionário de anos, mesmo que em cargo mais baixo, deve ter seu valor reconhecido e ser respeitado pelos líderes da empresa. Se esses fatores forem ignorados e na hierarquia apenas sobressair as funções administrativas, a empresa vai sofrer com desentendimentos e problemas de relacionamento. Cria-se um desajuste. 

O segundo princípio é o pertencimento, ele diz respeito às regras da empresa. É importante que cada membro da equipe entenda o todo. Ou seja, ele tem que saber quais são as normas que guiam a empresa toda e não apenas o setor no qual ele atua, assim, pode incorporar essa visão geral ao seu comportamento profissional e assim desenvolver lealdade pela empresa. 

O terceiro princípio é o equilíbrio nas trocas. O termo já deixa claro qual é o foco aqui: dar e receber na mesma intensidade. Quando há muita doação e pouco retorno, geramos frustração. Quando há pouca doação e muito retorno, criamos desequilíbrio. É importante que dentro de uma empresa as trocas sejam justas e valorizadas. Por isso observamos em empresas que oferecem bons salários e um ambiente agradável de trabalho, um engajamento maior dos funcionários e resultados positivos para a empresa, porque a troca é justa e equilibrada. Quando a empresa exige demais e retorna pouca, encontramos um cenário de instabilidade na equipe e de pouca desenvoltura. 

A partir desses três princípios a constelação organizacional identifica e trata problemas no ambiente da empresa, seja nos processos, nas relações humanas, nas lideranças etc. É uma metodologia que pode ser aplicada tanto para um planejamento estratégico rotineiro quanto em situações diversificadas, como a reestruturação da empresa. Toda empresa é um organismo vivo e assim como nós, indivíduos, deve ser tratada dentro das suas particularidades.   

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