Você vai passar por dias difíceis e tudo bem!

Desde que cheguei na Alemanha me deparei com muitas histórias de mulheres passando por diferentes tipos de processos de mudança. Algumas delas vieram com as famílias, para buscar novas oportunidades profissionais, outras vieram acompanhando seus parceiros que estavam nessa construção da carreira. Independente das diferenças de onde vieram, porque vieram, todas tem algo em comum: os dias difíceis.

Algumas mulheres sentem o peso de terem causado uma transformação profunda na vida das suas famílias. Ao se depararem com as dificuldades dos seus filhos e companheiros nessa adaptação, sentem-se culpadas e até mesmo arrependidas da decisão que tomaram.

Da mesma forma, mulheres que optaram por acompanhar seus parceiros sentem-se perdidas com a nova realidade. Ao contrário do companheiro que já está atuando, elas começa do zero, tendo que descobrir de que forma podem conquistar seu próprio espaço nessa nova cultura.

Em ambos os casos a carga é pesada e pode desestruturar toda a família e a verdade é que não existe uma solução concreta para isso. Com uma mudança desse nível, os dias difíceis vão existir e o que vai mudar é a forma com a qual cada pessoa lida com eles.

Quando se é responsável por essa mudança, é indispensável compreender os sentimentos dos outros que te acompanharam. Entender que se o processo é difícil para você que tem um objetivo, para eles que devem começar do zero é ainda mais. Ser compreensível é o primeiro passo e depois, estar aberto a buscar novas formas de dar independência para o parceiro e para os filhos, incentivando e mostrando que eles podem construir coisas próprias, como uma nova carreira ou novos amigos.

No caso contrário, se você acompanhou seu parceiro e hoje sente-se perdida, sem rumo e com a sensação de que não tem uma vida própria, é importante que sua família saiba que você está passando por esse momento. Qualquer apoio, desde um abraço ou mais atenção ajuda muito na adaptação. E claro, vá em pequenos passos. Começar por uma atividade de lazer, por exemplo, pode ser bom. Já vai te dar a sensação de ter “algo seu” e vai te ajudar a reconquistas a confiança. Isso pode ser desde uma caminhada diária, fazer uma aula de idiomas, enfim, qualquer ação que te ajude a sentir-se melhor. Aos poucos você vai conseguindo aumentar essa carga e vai se sentir segura para pensar de que forma você pode construir nessa nova vida, a carreira que sempre quis.

Uma ajuda vai sempre bem!

Alguns momentos da vida são realmente difíceis e não há nada de errado em buscar ajuda nessas horas. No caso desse tipo de mudança e das consequências que ela traz, ter um profissional ao seu lado pode fazer toda a diferença. Quando elaborei o Flow in Germany pensei o programa não só com o intuito de oferecer um processo de coaching que ajudasse a pessoa a se reencontrar nessa nova realidade, mas busquei criar um suporte que vai desde a ajuda nessa adaptação emocional, até ajuda para colocar em prática o que for decidido nesse processo, como encontrar um professor de idiomas, uma instituição que ofereça oportunidades e atividades, enfim, sendo realmente um guia nesse momento.

É um programa que traz muito da minha vivência e do que aprendo todos os dias com a minha mudança. Eu sei que não é fácil, eu sei que as vezes dá vontade de voltar atrás, mas realmente não precisa ser assim, você pode e vai encontrar uma forma de realizar grandes coisas na sua nova casa!

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