Assim como nosso corpo físico passa por transformações ao longo de toda vida, o nosso cérebro também. Estudos mostram que o cérebro continua formando novos neurônios até a velhice e isso quer dizer que, ao longo de toda vida temos potencial de aprendizado e desenvolvimento.
Algumas pessoas entendem o cérebro como uma parte independente do nosso corpo. Aquela que trabalha sozinha e que vai apenas absorvendo o que aprendemos com o passar do tempo, mas a verdade é que assim como os músculos do nosso corpo, que dependem da nossa pró atividade para se fortalecer, o cérebro também precisa ser trabalhado.
Se você começar a prestar atenção ao seu comportamento, vai perceber que tudo o que você faz, suas decisões, sua forma de pensar e se comportar segue um padrão. Isso porque seu cérebro age sempre da forma mais segura, ele trabalha para que você não corra riscos desnecessários. No entanto, ao mesmo tempo em que isso ajuda em alguns momentos, atrapalha em outros. Essa pré-disposição do cérebro em fazer apenas o que seguro faz com que você repita comportamentos que antes te protegiam, mas que hoje te bloqueiam. Além disso, dificulta que você aprenda coisas que te tiram do lugar comum. Às vezes se arriscar é necessário e você precisa ensinar seu cérebro a fazer isso.
A neuroplasticidade é o que permite que nosso cérebro passe por esse aprendizado, ela é a capacidade que o sistema nervoso tem de mudar, se adaptar e se moldar, tanto em um nível estrutural, quando funcional e isso acontece tanto pelo desenvolvimento neuronal como por meio de novas experiências. Ou seja, podemos sim ensinar nosso cérebro a trabalhar de maneira mais efetiva, de acordo com o que desejamos e mudando padrões de comportamento que julgamos negativos.
É uma questão de ter domínio sobre si mesmo, entendendo seus padrões e encontrando formas de aperfeiçoá-los. Modificar nosso cérebro não é mudar quem somos, é apenas aprender a usar todo potencial que ele tem, inclusive sua capacidade de adaptação. Ter essa dominância sobre como enxergamos a nós mesmos nos ajuda a definir quem queremos ser e como podemos chegar lá. Se ficarmos à deriva do que as pessoas nos dizem ou dos comportamentos habituais que o nosso cérebro nos impõe, como forma de proteção, caímos no automático e estagnamos. É clareando a visão que você tem de você mesmo que o processo de desenvolvimento começa e ele é, para o nosso corpo, um processo físico e mental.
Por fim é importante termos consciência de que nenhum processo de desenvolvimento é um ciclo fechado, mas sempre um ciclo sem fim, por isso são os hábitos do dia a dia que nos mantém em crescimento. É por meio deles que você consegue criar novos comportamentos e reprogramar seu cérebro. E ao passar por uma reprogramação, você se desenvolve e assim começa todo ciclo novamente, precisando conhecer seu novo eu e os novos hábitos que devem surgir para que seu crescimento continue e que você consiga viver seu propósito.


