Desbloqueando pensamentos limitantes

 

O que você acha que influencia suas decisões diárias? Um exemplo simples: se você está em um evento e quer fazer uma pergunta ao palestrante, basta querer levantar a mão e falar? Se formos pensar de forma superficial, a resposta é sim, basta levantar a mão e falar, mas nós não somos seres superficiais. Somos complexos e nesse caso, pré-programados. Vou explicar…

Nosso cérebro não é guiado apenas pelas ações que desejamos fazer, mas principalmente pelas nossas crenças e valores, ou seja, a forma como vemos e entendemos o mundo e nós mesmos. Assim, levantar a mão e falar pode ser um problema se o nosso cérebro nos impõe, por exemplo, a vergonha de falar em público. Ou a insegurança de expor nossas opiniões. Claro que essas crenças e valores não surgiram sozinhas. Não foi do dia para a noite que o cérebro resolveu que nos sentiríamos inseguros, mas ao longo da nossa história, a partir da forma como vivenciamos diversas experiências, ele entendeu isso e essa é uma crença limitante, pois nos impede de expor ao máximo nosso potencial.

Resumindo: nossas decisões não dependem apenas das nossas vontades, mas também do nosso cérebro colaborar para que elas sejam realizadas. Por isso muitas vezes temos vontade de fazer algo e, sem saber explicar muito o porquê, não conseguimos. São crenças limitantes que nos impedem e que nem sempre sabemos reconhecer.

E como se não bastasse todas as crenças que já trazemos da nossa história, atualmente vivemos no tempo da informação e a verdade é que ainda estamos aprendendo a lidar com tudo que chega até nós: mensagens, estímulos, sensações, informações. O que fazer com tudo isso? Como usar o que pode nos ajudar e aprender a descartar o que atrapalha? Se nos deixarmos engolir pelo movimento rápido da sociedade, nossos relacionamentos, nossa convivência familiar, nosso trabalho e até mesmo nosso cuidado com a gente acaba sendo prejudicado. Além disso, nossas crenças limitantes vão só crescendo, afinal, quanto mais dificuldade temos (e isso pode vir com esse descontrole de informação), mais nosso cérebro vai “limitar” nossa atuação.
Então a pergunta que não quer calar é: como é que eu lido com minhas crenças e todas essas informações? É tudo questão de prática. Assim como você aprendeu na infância a absorver tudo que era novo e organizar, agora você pode aprender novamente. É inclusive muito importante que a gente tenha a consciência de que somos seres capazes de um aprendizado e uma adaptação muito grande, independente das suas crenças ou dificuldade, sempre dá para aprender a lidar com isso.

O primeiro passo para começar a desbloquear essas crenças é aprender a deixar claro para sua mente o que é importante e o que é distração, pois o cérebro não sabe definir isso, você precisa dar a direção a ele. Nosso cérebro dará atenção ao que “fizer mais barulho”, mas isso nem sempre é bom. Atividades de foco, por exemplo, podem ajudar. Em segundo, para o cérebro existe uma divisão importante: prazer e dor. Assim, o que causa algum tipo de dor e desconforto, é bloqueado. O que causa prazer ou é confortável, é liberado. Então, para lidar com nossas crenças limitantes temos que aprender a desvincular o desconforto ou a dor das atividades que temos dificuldade de fazer, ou seja, ressignificar a dor, que apesar de desconfortável, ela pode trazer bons resultados. Se pensarmos em todo início de um hábito, vivenciamos um desconforto, mas com o decorrer do tempo, o que teremos de resultado?

Tudo isso é processo de autoconhecimento e prática diária de comportamentos positivos, duas coisas que podemos aprender. Sozinho pode ser mais difícil, mas com ajuda profissional você consegue promover o reequilíbrio entre sua mente e seus objetivos e desejos  e acessar os conteúdos mais inconscientes bloqueadores e sabotadores que povoam sua mente, permitindo que você se abra para novos comportamentos e uma nova vida!

Conte comigo nesta jornada se precisar!

Com amor,

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