Constelações familiares sistêmicas e as ordens do amor

Você já ouviu falar em constelação familiar ou nas três ordens do amor? Hoje quero trazer esse tema, que está mais do que nunca presente no meu trabalho. Tanto a constelação, quanto as leis do amor, foram desenvolvidas por diversos precursores, dentre eles, o psicoterapeuta alemão Bert Hellinger e a ideia é nos fazer enxergar nossos sistemas familiares de forma mais ampla e amorosa, para conseguirmos atingir um equilíbrio e uma convivência mais feliz em nossa vida.

O sistema familiar é composto por todos aqueles que fazem parte da sua família, como seus pais, irmãos, filhos, avós, bisavós… Isso significa que inclui tanto os lanços de sangue, quanto os laços afetivos, como os companheiros e pessoas que foram abraçadas pela família. Ele é amplo assim porque, para Hellinger, o equilíbrio será alcançado se todos que fazem parte daquele sistema estiverem nos seus devidos lugares, mantendo a ordem do sistema e a paz.

Quero ressaltar que isso não tem nada a ver com obrigação ou qualquer coisa do tipo, mas com um entendimento de como podemos manter nossa relações familiares fortes e bem. É um comprometimento que vem da nossa vontade (e necessidade) de ser feliz, afinal, todos nós temos um sistema familiar e vivem em harmonia com ele é essencial para estar bem.

Dentro do sistema familiar, Hellinger defende que devemos aplicar as três ordens do amorhierarquia, equilíbrio entre dar e receber e pertencimento. Aplicadas, essas três leis permitem que cada um viva sua vida em paz com o próximo e que o sistema familiar não seja prejudicado e principalmente quebrado.

hierarquia diz respeito ao local de cada um no sistema e isso é definido por ordem cronológica. Ou seja, quem chegou primeiro no sistema, tem uma ordem hierárquica maior. Essa ordem não diz respeito a mandar no outro ou comandar o sistema, mas a respeitar o que antecede nossa história. Filhos devem respeitar os pais, o filho mais novo deve respeitar o mais velho e assim por diante. Aqui também entram as relações, por exemplo, a relação entre os pais é anterior a relação pai-filho/mãe-filho, e deve ser respeitada, não esquecida ou colocada em outro lugar da hierarquia. Um exemplo de quebra é quando um dos pais falece e um dos filhos ocupa o lugar deste, para apoiar a família, porém, começa a carregar pesos maiores do que seu papel de filho.

A segunda ordem é o equilíbrio entre dar e receber. Assim como o próprio nome diz, essa ordem fala sobre as nossa forma de se relacionar com o outro. É necessário que a gente exerça essa troca para criar um círculo onde todos oferecem e todos recebem da mesma forma. Não deve haver ninguém no sistema que apenas oferece, nem que apenas recebe. Todos devem colaborar com essa troca e isso é fundamental. E exige de nós a empatia de estar em uma relação e zelar por ela. Isso vale para amizades, casais, relações de trabalho.

A última ordem é o pertencimento. Ele diz respeito a aceitar todos que passaram por aquele sistema familiar, sem excluir ninguém, por mais doloroso que seja. Quando deixamos de lado um familiar que morreu, ou alguém que gerou conflitos, ou mesmo alguém que não queremos olhar, comprometemos o equilíbrio da família. Todos têm direito a ter seu espaço no sistema respeitado e quanto antes aceitarmos e lidarmos com isso, conseguiremos manter a harmonia vigente. Hellinger acredita que se uma pessoa é privada do seu direito de pertencimento, o próprio sistema vai compensar essa injustiça e isso afetará as futuras gerações, que terão que carregar o fardo desse erro.  Ex.:

Colocar as três ordens em prática exige dedicação e disposição para entender e se relacionar com o outro, mas em resposta, encontramos harmonia e paz dentro das nossas famílias, o que nos dá equilíbrio para todas as áreas da vida. Como anda seu sistema familiar?

A Constelação familiar sistêmica é uma metodologia maravilhosa para reequilibrarmos nosso sistema familiar e assim, construir a vida com leveza, força e plenitude. Conte comigo nessa jornada!

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