O que é e como lidar com a síndrome do impostor

Você já sentiu que não é qualificado o suficiente para determinada função? Ou que, apesar de exercer essa função, você não é realmente bom? Faço esse questionamento para você pensar em todos os papéis que assume na sua vida. Seja na carreira ou na vida pessoal (papel de mãe, mulher, esposo, pai etc), esse sentimento surge para muitas pessoas e o constante pensamento de que não se é bom o suficiente tem nome: síndrome do impostor! 

A síndrome do impostor faz com que as pessoas sintam-se incapazes de valorizar suas conquistas, ou mesmo que elas acreditem que não são merecedoras das mesmas. Por exemplo, um profissional que tem essa síndrome vai sentir que é um impostor, que apesar dos outros acharem que ele é bom, ele na verdade não é tão bom, não tem conhecimento suficiente ou ainda, mesmo exercendo (e muitas vezes com sucesso) uma profissão, ele não serve para ela. 

Esse sentimento constante de ser uma farsa, seja no trabalho, seja na vida pessoal, faz com que a pessoa sofra com medo de ser exposta como fraude. Como se alguém fosse “descobrir” que ela não sabe o que está fazendo e a verdade é que, no fundo, ela sabe. Essa síndrome gera uma insegurança tão grande que as pessoas não conseguem reconhecer suas próprias qualificações e entender que são sim capazes e que suas habilidades são reais e não falsas. 

Agora a questão é, como lidar com essa síndrome? Recentemente eu publiquei um artigo sobre a Constelação Familiar e as ordens do amor. Nele eu falei sobre ancestralidade, que é basicamente respeitar e aceitar nosso passado, nossas raízes. Essa é uma das formas de lidar com a síndrome do impostor. 

A ancestralidade é a ordem pela qual nós nos relacionamos bem com a nossa história e isso inclui aceitar os momentos bons e ruins, aceitar as falhas e principalmente, as vitórias. Uma pessoa que se relaciona bem com a sua história entende que seu caminho de desenvolvimento não é uma farsa, é real e diz respeito aos seus esforços para crescer. 

Pessoas presas ao passado desprendem energia para lidar com situações que já não precisam mais interferir na vida delas, mas que nesse cenário, acabam pesando e impedindo que elas reconheçam seu próprio sucesso. Por exemplo, pessoas que vivem em conflito com seus pais, que culpam eles por seus comportamentos ou por oportunidades perdidas ao longo da vida, sentem-se tão frustradas com a sua própria história que não conseguem perceber os avanços que fizeram, as conquistas que surgiram ao longo do caminho e por isso, ao se depararem com um momento de ascensão, consideram-se impostoras. Como se aquele lugar não as pertencesse. Pois pertence! 

Se você se sente assim sobre suas conquistas, precisa aprender a valorizar o espaço pelo qual lutou e ainda, aceitar as suas raízes. Nada em você é mentira, você é real, tem sentimentos reais e habilidades reais para estar onde está! Se os outros são capazes de ver seu potencial, chegou a hora de você também reconhecê-lo. E sempre se lembre, na dificuldade, você não precisa lidar com isso sozinho. 

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