Amor de pais e filhos sob a ótima da constelação familiar sistêmica

Um valor extremamente importante que trabalhamos na constelação familiar é o olhar de “perfeição dos pais”. Antes de você parar de ler esse texto achando que ele não serve para você porque seus pais não são perfeitos, saiba que é exatamente por pensar isso que você deve continuar lendo.

Eu não sei como foi sua infância, tão pouco como é seu relacionamento com seus pais, mas hoje quero falar com você sobre como eles, independente do papel que exerceram na sua vida, são perfeitos dentro de suas possibilidades e como perceber isso pode te libertar. A perfeição dos pais não está relacionada à criação perfeita, a quantidade de amor e atenção que eles te deram, tão pouco ao fato de serem pessoas perfeitas, mas ao simples e único fato deles te darem o maior presente que você poderia ganhar: a vida.

Foram eles, com todos os defeitos que você vê, que te permitiram a vida, então seja grato por isso. Quando nos prendemos ao julgamento que fazemos dos nossos pais, estamos colocando pesos nas costas deles e nas nossas próprias. Sempre é tempo de alimentarmos nossa “criança interna” para viver o afeto por si e pelas demais pessoas. Você já pode ter visto pessoas justificando ações na vida adulta por conta do relacionamento com os pais. Isso acontece porque ainda estamos esperando pelo outro. Todos nascemos do amor, somos amor e podemos acionar este amor interno olhando primeiro para nós e refletir: o que nos tornou “desconfiados”, mais “duros” na vida? Todos temos histórias, desafios e alguns já passaram por muitas dores. Acima de tudo, existe um humano, que já foi criança e nosso olhar com amor a tudo aquilo que o constituiu, faz com que alcancemos a compreensão, a aceitação e a partir disso, nos entregarmos ao outro também com amor, se dissolve e entramos em paz conosco. Esse “atrevimento” de oferecer ao próximo de exercitar o afeto você se alimenta e alimenta o outro. Todos nós queremos ser felizes e estar bem!

Eu, como mãe, hoje eu sou para a minha filha o melhor que eu posso ser e sei que ainda assim, ela provavelmente vai me julgar, que sou chata, careta e que eu poderia ser “mais legal”, rsrs

Se prender ao passado, aos “erros” que vemos na nossa criação, é uma forma de prejudicar nosso equilíbrio emocional. Precisamos crescer de verdade. Não só na idade. Crescer não é sair de casa, ter independência financeira e uma família. É olhar para trás, sentir gratidão pelo que os nossos pais fizeram por nós, aceitar o que nos machucou e olhar e agir sempre no presente e futuro. Não ficar resgatando ressentimentos, mas resolvê-los. Encerrá-los.

Se você é mãe ou pai hoje, pense: você dá o melhor de si para o seu filho? Eu acredito que você vai falar que sim. E se, por acaso, mesmo assim, sabendo que você dá o seu melhor, o seu filho te disser que acha que você erra, que você falha e não é o suficiente? Percebe, boa parte de nós já fizemos isso com os nossos pais.

Nossos pais são humanos, são mulheres e homens que tiveram uma história antes de nós e que tem uma história depois. Precisamos respeitar essa individualidade e entender que a maior prova que eles poderiam nos dar, já está com a gente, é a nossa vida!

Então te convido a refletir sobre seus sentimentos com relação aos seus pais. Seja empático, seja humano e perceba que a sua vida não pode ter uma raiz de ressentimento ou de questões mal resolvidas. Valorize seu passado, mas sempre, sempre deixo-o lá, onde tem que estar. Para o presente e o futuro você traz apenas a vida que você tem e a disposição de fazê-la cada dia melhor!

Se precisar de ajuda nesse caminhar, será um prazer caminhar contigo nesta jornada!

Com amor,

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *